Sheppa de Ingratu

Coletivo Maria Baderna

30.5.07

Muito além do jardim.

      Raramente contesto a ação direta. Na verdade estimulo e participo desse tipo de ação por acreditar que é preciso atacar os problemas sociais com muita seriedade e junto com os principais atingidos por esses problemas. Direcionar a luta para uma questão de gabinete, com as burocracias do Estado burguês, suas manobras e sua dependência já se mostrou muito ineficaz.

   Um fato importante na análise de conjuntura que precisa ser feito, sempre que é organizado um foco de resistência popular, na minha visão, é qual será o próximo passo dessa mobilização.

   O impasse em que está a situação da Ocupação da Reitoria da USP leva a uma reflexão um pouco mais demorada sobre o assunto. 

   O meu apoio ao Movimento é explícito e não pretendo discutir isso, mas lembro a mim mesmo, aos companheiros e companheiras da ocupação, aos grupos todos envolvidos e a sociedade em geral, que precisamos de forma urgente e profunda levar o debate público sobre a educação desse país para todas as casas.

   Não será esse papel jamais cumprido pela mídia. Essa está apenas interessada em deixar foco sobre o  "problema" da Ocupação. Jamais a imprensa discutirá as reivindicações dos estudantes, o abandono da educação pública, as parcerias público privadas (PPPs), a precariedade do ensino básico e mais, a extrema fórmula caquética de pedagogia em que ainda vivemos.

   Por isso acredito que seja nosso dever elevar o nível do debate e criar fóruns independentes e populares de discussão.  Abrir o diálogo com comunidades de bairro, centros culturais, grêmios escolares, DAs, DCEs ONGs (apesar de essa última me provocar desconfianças), coletivos e educadores…enfim mobilizar a comunidade para o além da Ocupação. Para o que é a educação e o que virá a ser nos próximos anos. E ainda, como pressionaremos o Estado (em todos os níveis) e as instituições para que as propostas de mudança e a elaboração de projetos não fique nas mãos de uma pequena elite cultural , nem nas mãos burocráticas dos assinadores de decretos.

   Todo apoio à Ocupação da reitoria da USP.

d.B Cooper


 

criado por sheppa    1:21 — Arquivado em: Sem categoria

29.5.07

O artista brasileiro.

Essa coisa de blog é interessante! Algumas coisas pintam assim, do nada. Vinha eu pensando hoje o dia todo, sobre o que escrever neste blog, já que há tempos não escrevia nada para o mesmo.
Pensei em escrever sobre a empresa Gautama e o esquema de corrupção descarado e obsceno sistema de lobby, que figuram mais uma vez em nossos noticiários. Pensei na escalação do Dunga e o fim de semana do campeonato nacional, o Brasileirão. Pensei seriamente em rebater a reportagem do Fantástico sobre o já debatido tema do quebra-quebra na virada cultural de São Paulo. Nada disso! Deu preguiça, depois de um dia intenso de trabalho, cheguei em casa, jantei e sentei-me para ver TV. Programa “Roda Viva”, o entrevistado, o ator Paulo José.
Depois de dois blocos de programa, não consegui me segurar no sofá. Vim correndo para frente do micro e assim, meio de improviso resolvi escrever.
O motivo desse texto? Partilhar com amigos a emoção que senti ao ouvir falar um grande homem. Um ator excepcional, raro remanescente de uma geração formidável. Ao mesmo tempo revelava-se, a cada segundo de entrevista, a insignificância do homem – a infindável luta de Paulo José contra o Parkinson.
Teatro, os anos 1960, militância política, história, cenário da atual política latino-americana, política cultural, e o colonialismo cultural que sofremos. Esses foram os principais temas abordados pelo ator. Isso sem contar estórias de sua vida, de sua carreira artística, as peças, filmes e novelas.
Como não pude acompanhar o começo da entrevista, fico ansioso, na esperança de que ela seja repetida, ou que seja fácil encontrá-la na Internet. Esses minutos de entrevista foram para mim como uma grande aula de um homem com grande trajetória. Recomendo Paulo José – vejamos seus filmes, peças etc.

criado por sheppa    0:37 — Arquivado em: Sem categoria

26.5.07

Poema de sangue

POEMA DE SANGUE

Sangra
A silhueta esguia que trazia o leite
Pela manhã
A criança que tropeça e cai e
Sangra, o amigo do futebol e
A fruta atacada pelos pássaros.
Sangra
O coração apertado do estudante
À véspera da primeira mulher
E o lençol e o nariz
Após o sexo e a luta
Sangram a guitarra espanhola
A cimitarra
E as crias de Portugal.
Sangram violentas
As lágrimas da morte
O peito vermelho da juventude
A camisa rasgada da adolescência
O hímen da inocência
O útero, a consciência
Recém parida para o mundo
Sangram o jornal da segunda-feira
E o escarro do poeta
Sangra
O espelho, a pia escondida no guarda-roupas
Transborda a saliva
Dos olhos
As lágrimas da boca
O esperma vão.
Sangra a mortalha do santo
Que boceja na prateleira
Sangra, obscena
A navalha que desliza
Repentina
Tentadora
Liqüefaz o pulso
E induz ao ponto.

 

Por Brancaleone

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22.5.07

Abaixo ao direitismo tacanho!!!

• Desconstruindo duas teses reacionárias a favor da redução da maioridade penal: 

   Vivemos em um país gravemente afetado por crônicos problemas sociais. Nossas instituições políticas a cada dia que passa provam-se mais incapazes, nossas elites são grotescas e não conseguimos, como nação, nos organizar. Violência, desemprego, desigualdade… tudo isso faz com que nos convertamos em potenciais inimigos uns dos outros: é a hobbesiana guerra de todos contra todos. Diante da inépcia deste estado coisas somos constantemente seduzidos por idéias fascistas, como seu uma grande guinada à direita pudesse atender a nossos anseios.
   Diante de grande desesperança generalizada e de um contexto pouco favorável ao florescimento e o aperfeiçoamento dos Direitos Humanos no Brasil, ouve-se com uma certa freqüência a defesa de medidas cada vez mais duras para o combate à criminalidade. Entre vários impropérios defendidos por esses que querem o endurecimento de nossas leis penais, o mais insustentável é o que diz respeito à redução da maioridade penal para de 16 anos de idade. Dois são os argumentos mais ouvidos desses que querem nossos adolescentes no xadrez:

1-) “Por que os adolescentes que cometem crimes, em alguns casos hediondos, não são responsabilizados e punidos por seus atos?, Isso aumenta a impunidade.”
2-) “Se o jovem de 16 pode exercer sua cidadania votando, se ele pode ser responsável pelos destinos políticos da nação, se ele pode trabalhar etc., ele deve responder pelos seus atos como qualquer outro cidadão.”

   Vamos lá. Em relação à primeira argumentação, questiono: os jovens não são punidos? A partir dos 12 anos todos adolescentes podem ser punidos por seus crimes. E em geral são submetidos ao cárcere – uma vez que instituições como a antiga FEBEM, muitas vezes não são mais que cadeias para jovens. Há alguma recuperação possível com esse modelo? Imaginem, então, nossos jovens em prisões com bandidos “experientes”! Não garantimos a eles educação de qualidade, mas lhes garantimos uma graduação nas faculdades do crime! E mais: menos de 5% dos crimes hediondos são cometidos por menores de idade. Qual é a eficácia da redução, então?
   Sobre a segunda argumentação, a desconstrução é ainda mais fácil! Os menores, já aos dezesseis anos podem votar, não é? Então, seguindo esse raciocínio, podem responder por seus atos. Bom, como já fora explicitado anteriormente, os jovens são sim (e de forma equivocada) punidos por seus atos, legalmente falando. Mas gostaria de propor-vos   uma outra questão: quantos desses jovens infratores possuem formação, civismo e bom-senso suficiente para que participem do democrático exercício do sufrágio? Como exigir que sejam punidos jovens que não têm acesso e direito à cidadania?
   Não, não me parece boa idéia encarcerar nossos jovens. Não me parece boa idéia de aumentar ainda mais nossa população carcerária (nos últimos anos o aumento do número de presidiários é impressionante – o que tem aumentado ainda mais a força de grupos como o PCC). Isso seria assinar o atestado de falência de nossa sociedade. Seria assumir que somos incapazes de zelar por aqueles que necessitam de nossos cuidados. São esses adolescentes vítimas ou culpados pelos crimes? Num país onde a maioria das vítimas dos assassinatos são jovens com menos de 20 anos e, como já foi mostrado, menos de 5% dos crimes hediondos são cometidos por menores, penso que são eles as principais vítimas.

criado por sheppa    23:44 — Arquivado em: Sem categoria

17.5.07

Guerrilha Artística

   Afinal, como pode um povo apreciar arte sem entender seus mecanismos, sua história e acima de tudo sua produção?
   Alguém com senso crítico um pouco mais apurado e dois ou três livros na mão já percebe como é elitista, opressor e de certa forma fajuto o que é considerado “ARTE” dentro da sociedade (escolas, museus, mídia…) e como esse conceito é usado de forma violenta na exclusão social.
Chegamos ao ponto de exaltar o termo “manifestações populares” para diferenciar a arte acadêmica da arte produzida por uma determinada comunidade.
   Nos é apresentado por diversas vezes, projetos que pregam por inclusão social atraves da arte (ou da cultura) que pecam em seu conceito principal, justamente por oferecer apenas o produto final da arte. A arte pronta e indiscutívelmente chamada de arte.
   Há um abismo muito grande entre levar crianças de escolas públicas para conhecerem a Bienal do livro, ou a uma visita ao Municipal e incentivar a criação de bibliotecas populares nas periferias, considerar a própria escola pública de bairro como um instrumento realmente público e desenvolver cursos de poesia, pintura, música etc.
   É preciso uma mudança radical de conceitos nessa história toda. A arte virou uma mercadoria muito valiosa na mão de poucos e sua produção ainda mais elitista.
Os “artistas”(sentados em poltronas confortáveis) se tornaram pessoas iluminadas por uma industria doentia, que se alimenta dessa linha de produção plastificada e coloca suas etiquetas de preços e catracas em seus produtos. Mesmo os artistas revolucionários que se posicionam contra essa lógica, acabam sendo mais uma iguaria da industria. Um grupo muito bem vendido como rebeldes e ainda assim com um discurso muito longe das vielas mal iluminadas das periferias.
   O acesso e a sagrada inclusão são então, consentidos para aqueles que possuem o bom gosto de um bolso cheio de dinheiro e a sensibilidade de um pote de ouro.
   Eternas reformas na política cultural das administraçoes públicas sem nunca chegarem ao X do problema, demonstram a fragilidade de seus projetos “pão e circo” e a forma débil com que são implantados.
   É preciso criar alternativas reais de auto-gestão artística, não para formar apenas um mercado paralelo, mas sim para que se produza arte em cada poro aberto das cidades de forma direta, instigante, visceral e realmente revolucionária.

d.B.Cooper

criado por sheppa    12:36 — Arquivado em: Sem categoria

16.5.07

Anos 80

Outro dia nós, do Grupo EPA, estávamos conversando numa mesa de bar, e começamos a falar de música. Meu querido companheiro afaR começou a cantar músicas que só ele lembrava, e num determinado momento começamos a falar mal das músicas da década de 80, e, por conseqüência, falar mal destas BENDITAS festas temáticas que nos levam de volta a 3 décadas atrás. Em algum momento da conversa o companheiro afaR falou: “… uma década que teve ( ) fazendo sucesso não pode ter sido uma década boa …”. A questão é que eu também critiquei este tempo, e ontem à noite estava escutando um CD do Mark Knopfler e comecei a pensar no que tinha dito, e gostaria de retirar o que disse. Acho, sim, que a década de 80 foi muito boa. Vivemos, naquela década, um tempo com muito mais agitação político-social do que as décadas seguintes. No final da década de 70 e quase toda a década de 80 vivemos as “Diretas Já”, a aniquilação da Ditadura e uma comoção nacional na espera de uma nova eleição presidencial. Na AL tivemos a vitória do Movimento Sandinista na Nicarágua, a Guerra das Malvinas e um borbulho mundial na espera de um fim para a Guerra Fria. Acredito que tudo isso tenha influências na música daquela década, que, pensando bem, não foi uma década musicalmente perdida, visto que foi nesta década que o movimento Punk se firmou. No Brasil tivemos Cazuza, Legião Urbana, Camisa de Vênus, Raul Seixas, Lobão, Ultrage a Rigor e muitos outros grupos que compuseram músicas que as gerações seguintes não conseguiram compor. Na década seguinte veio com muita força o movimento Grunge, que nada mais é do que uma vertente mais pesada do Punk, só que sem a conotação política que aquele movimento tinha. O Grunge foi um movimento com músicas profundamente depressivas, e acredito que essa depressão foi uma forma de exprimir o vazio que a década de 90 nos deixou. Com a "queda" do “comunismo” o mundo se tornou chato, e isso se reflete na música. Se formos resumir os anos 80 como uma década onde só tivemos o “new wave” como forma musical, realmente aquela foi uma década chata. Mas se acharmos as bandas que realmente mostraram o que foi aquela década vamos descobrir que, talvez, os anos 80 foram os últimos bons anos de música que tivemos

criado por sheppa    19:53 — Arquivado em: Sem categoria

15.5.07

O mestre sala das ruas

Agora eu já não preciso mais contar com o acaso para encontrar o meu amigo Zanganor, ele comprou um celular. Não por sofisticação – faz questão de explicar – mas por necessidade. "Vivendo de bico como eu vivo, me ocupando daquilo que aparecer, preciso ser facilmente localizado, do contrário chego sempre atrasado e acabo perdendo a vaga".
A vida do Zanga não é nada fácil. Por medida de economia, seu celular não faz chamadas, só recebe. Entretanto, toda vez que preciso recarregar a bateria, ligo para ele, e se por ventura dá caixa postal, não me constranjo em deixar-lhe recado para me retornar a ligação. Gosto de ouvir sua voz melodiosa repetir bem humorada a pilhéria costumeira:
- E aí, parceirinho, quando é que você pretende se dar a honra de me pagar um almoço?
Enquanto esperamos pela comida, entre uma bicada e outra na Ypióca, ele me põe a par de suas batalhas cotidianas:
- Esses políticos não dão trégua, sobretudo a nós, cidadãos de 3ª categoria. Tanta coisa séria para consertar nesta terra desamparada e o homem só se preocupa com o glacê. A onda agora é despoluir visualmente a cidade. Veja você. E como é que ele pretende esconder as pessoas, aquelas que não são sequer cidadãs?
Gosto de ouvi-lo falar, por isso não interrompo; apenas concordo com um gesto, enquanto reparto a comida nos pratos. De repente ele levanta o tom:
- Que os rios se agigantem e que a terra trema soterrando novos heróis anônimos! Se a cidade estiver visualmente limpa, tudo estará perfeito! Isso não é lindo, parceirinho?! – Veja você, agora, com a chegada do Papa, os mendigos sumiram da praça como num passe de mágica. Ou seria mais oportuno dizer como num milagre?
Pergunto se ele tem conhecimento do aumento de 28,5% nos salários dos parlamentares, aprovado na calada da noite de veneração religiosa.
Os outros fregueses se voltam intrigados, mas Zanga sequer os vê. Então, fixando o olhar no infinito, resmunga para si mesmo:
- Que venham as águas! Eu sigo sempre remando.
Peço o café e a nota. Dando-se conta de que o tempo escoa, ele me explica debochado a razão de sua preocupação:
- Arranjei um bico para o mês que vem: homem-placa na 24 de maio. É mole? Agora imagina você se o manda-chuva resolver implicar com o tamanho das nossas tabuletas. Vai ser o caos. Por mim, decreto desde já o estado de alerta.
Saímos. Zanganor me aperta calorosamente a mão e desce a rua quase sambando, com a alegria de um mestre-sala. Fico olhando até ele dobrar a esquina, orgulhoso de ser seu amigo.
Não sei por que me lembro do belíssimo conto do mestre Machado, "O empréstimo", e aproveito para deixá-lo como sugestão de leitura.

Por Abacuc

criado por sheppa    16:11 — Arquivado em: Sem categoria

14.5.07

Ocupação da reitoria da USP

Post criado para dar espaço para um relato da ocupação feita pelos próprios ocupantes.

Podem postar via comentário ou via nossa comuna no orkut :http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1345429  e nós do Coletivo Maria Baderna nos comprometemos a transferir o texto para cá.

d.B. Cooper

criado por sheppa    23:30 — Arquivado em: Sem categoria

11.5.07

Papa Bento XVI e a América Latina.

Hoje Bento XVI mudou minha manhã. Ganhei um feriado e não fui trabalhar. Entre um intervalo e outro do "Pontapé Inicial" (programa do jornalista José Trajano), dava uma espiadela nos acontecimentos da missa campal de Bento XVI no Campo de Marte, transmitidos pela Globo. Isso inspirou-me a escrever.

Nos fins dos anos 1970, padres ,clérigos de toda América Latina, empenharam-se na luta contras as diversas ditaduras que assolavam e ensangüentavam o continente. Muitos desses sacerdotes investiam seus trabalhos em comunidades eclesiais de base, ou seja, Pastorais que miravam seus esforços não só para a salvação espiritual, mas também de toda uma sociedade esfacelada e dilacerada por séculos de exploração.

Não raramente esses sacerdotes envolviam-se com a esquerda latino-americana e mesmo com a luta armada. Ganhava corpo a exemplar "Teologia da Libertação".

Joseph Ratzinger, hoje Bento XVI, doutrinário, conservador, membro da inquisição, foi um dos grandes responsáveis pela destruição desse maravilhoso caminho que setores da Igreja latino-americana tomava.

Concílio Vaticano II, papa João Paulo II, inquisitor Joseph Ratzinger. Todos empenhavam-se em fazer da Igreja uma ferramenta para a queda do Bloco Comunista, já em decadência e tudo o que orbitava em torno dele. Eram tempos de Guerra Fria.

Nessa mesma época ganha voz e força a chamada Igreja Carismática, extremamente conservadora. Isso mesmo, aquela do Pe. Marcelo Rossi.

Joseph Ratzinger desde essa época mostra suas garras. É um sujeito que acredita que a Igreja deve ter um papel fundamental nos rumos do mundo. Uma participação enorme junto aos Estados. Apóia abertamente a Opus Dei (isso mesmo, aquela admirada por Geraldo Alckimin), um grupo de leigos que apóiam cegamente os setores mais reacionários da Igreja. A Opus procura a inserção de seus membros no poder secular, ou seja nos governos.

Vejam só o que estamos assistindo!!!

Ainda não assisti, mas pode ser uma boa dica o recém lançado filme Batismo de sangue, estrelado por Caio Blat.

Lá vem o Papa, com sua mensagem de fé, de sabedoria. Com sua mensagem reacionária. Lá vem o Papa aumentar o poder da Igreja nos rumos de nações. Voltamos à Idade das Trevas.

    

criado por sheppa    12:52 — Arquivado em: Sem categoria

10.5.07

O Papa é pop…

Com todo respeito a comunidade cristã, aos católicos. Mas, o que é toda essa pirotecnia?

Não se fala, em quase nenhum veículo de imprensa, nada de relevante. O quem vem fazer no Brasil o sr. Ratzinger. Claro que veio canonizar oficialmente o Sto. Antônio Galvão. Sei que veio para falar com os bispos da Congregação Latino-americana. Contudo pegunto, o que é que está por trás disso tudo? Será que é realmente importante saber que vinho o papa vai tomar, ou como é a cadeira que ele vai usar?

Há muito mais o que saber. Que dogmas ele vai reafirmar? Qual projeto de mundo que ele vai nos apresentar?

Perguntemos ao ex-frei Leonardo Boff o que ele pensa sobre o ‘inquisitor’ Joseph Ratzinger.

Enquanto isso no planalto…

Abraços.

P.s.: Procuremos saber o que a sua excelência Deputada Luiza Erundina tem a nos dizer.

criado por sheppa    1:00 — Arquivado em: Sem categoria

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