26.8.07
Blues

Quem sabe se ao som de um blues eu pudesse soltar meu lamento
A dor que me dói tão funda, tão negra, tão absurda
Dor transcendental, dor hereditária, dor cafajeste
Quem sabe uma gaita em dó me resgatasse o punhal
Da dor que me dói tão aguda, tão grave, tão obscena
Que guardo como um troféu cravado no coração
Quem sabe um amor tardio, despudorado e fatal
Pudesse romper a frágil, a fina corda da dor
Dor Mississipi, Palmares, ébria melancolia
Dor de traição, de indolência
Movimentando-se lenta no acorde escuro do ser.
Por Abacuc, 1995.



criado por sheppa
21:12 — Arquivado em:
Comentário por MaÃra — 30.8.07 @ 4:22
Adorei, querido Abacuc.
De quem é essa ilustração?
Comentário por Branca — 20.9.07 @ 14:34
“When the train come in the station
and I look it in the eye….”