29.9.07
Romantismos do Branca 1

Confissão
Meu coração perdoa o lodo em meu sorriso
Me põe desperto pra encenar o meu papel
Hora após hora ergo os olhos para o céu
Temendo a fúria de um último juízo.
Entre quimeras sorvo puro desatino
Bebendo d’água que ontem fora derramei
Após fugir me entrego novamente à lei
Bandido cego, meio só, meio menino.
Corrompo a mim de amor que outrora expurguei
Chagas de Goethe; dor incurável de Azevedo
Enfermidades entre as quais nunca tombei.
Olhos temíveis me aliciam, mas não cedo
Na noite antiga onde meus pés um dia atei
‘Inda me amarram os mesmos grilhões de medo.
Por Brancaleone


criado por sheppa
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